CPMZ lança grande expansão do corredor estratégico de combustíveis da África Austral
NHAMATANDA, MOÇAMBIQUE, 2 DE SETEMBRO DE 2026 — O Presidente da República de Moçambique, S.E. Daniel Chapo, e o Presidente da República do Zimbabwe, S.E. Emmerson Dambudzo Mnangagwa, lançaram hoje a primeira pedra de uma importante expansão do corredor de combustíveis Beira–Harare, que irá aumentar a capacidade do oleoduto em 67% e reforçar a segurança energética em toda a África Austral.
O projecto da CPMZ irá elevar a capacidade anual de transporte do oleoduto de 3 milhões para 5 milhões de metros cúbicos até ao final de 2027, dando resposta à crescente procura de combustíveis em Moçambique, no Zimbabwe e nos mercados regionais em geral.
A expansão acrescentará capacidade para transportar cerca de dois mil milhões de litros adicionais de combustível por ano para o interior da África Austral, reforçando uma rota de abastecimento essencial que liga o Porto da Beira ao Zimbabwe e assegurando o acesso a gasóleo, gasolina e combustível de aviação nos mercados regionais, incluindo Zâmbia, Malawi, Botswana e República Democrática do Congo.
O projecto representa um investimento significativo na resiliência energética regional e na cooperação entre Moçambique e o Zimbabwe. A construção e a entrada em funcionamento decorrerão sem interromper as operações diárias do oleoduto nem o abastecimento de combustível aos mercados servidos pelo corredor.
S.E. Daniel Chapo, Presidente da República de Moçambique, afirmou:
“A expansão do oleoduto da CPMZ é um investimento importante nas infraestruturas de Moçambique e na segurança energética da nossa região. Ao reforçar a ligação entre o Porto da Beira e o hinterland da África Austral, estamos a consolidar o papel de Moçambique como porta de entrada estratégica para o comércio regional, ao mesmo tempo que aprofundamos a nossa cooperação com o Zimbabwe. Este é o tipo de investimento em infraestruturas que fortalece a conectividade regional, dinamiza a actividade económica e cria maior resiliência para o futuro.”
S.E. Emmerson Dambudzo Mnangagwa, Presidente do Zimbabwe, acrescentou:
“Um corredor Beira–Harare mais forte irá apoiar a segurança energética do Zimbabwe, criando simultaneamente maior capacidade para servir mercados para além das nossas fronteiras. Demonstra o que Moçambique e o Zimbabwe podem alcançar através da cooperação em torno de infraestruturas de importância regional partilhada.”
As novas estações de bombagem serão construídas em Nhamatanda, na província de Sofala, e em Messica, na província de Manica. O projecto está a ser sincronizado com a expansão prevista da Petrozim Line, entre Feruka e Harare, criando uma rota alinhada e de maior capacidade desde a costa moçambicana até ao hinterland da África Austral.
Este desenvolvimento assenta na anterior expansão da CPMZ, concluída em 2024, que elevou a capacidade anual do oleoduto de 2 milhões para 3 milhões de metros cúbicos.
“Este projecto acrescenta capacidade substancial a uma das rotas de combustíveis mais importantes da região, sem perturbar o abastecimento do qual países e empresas dependem todos os dias”, afirmou António Laice, Presidente do Conselho de Administração.
“É um investimento não apenas na infraestrutura do oleoduto, mas também no comércio regional, na actividade industrial e na fiabilidade a longo prazo da rede de abastecimento de combustíveis da África Austral.”
Reforçar uma porta de entrada regional
O oleoduto da CPMZ, com 294 quilómetros, transporta produtos petrolíferos refinados desde o Porto da Beira até Feruka, no Zimbabwe. Constitui uma componente essencial do Corredor da Beira, que liga o porto do Oceano Índico ao Zimbabwe e a outras economias sem litoral da África Austral.
A expansão reforça o papel de Moçambique como porta de entrada regional para o comércio e a logística, apoiando ao mesmo tempo o desenvolvimento do Zimbabwe como importante hub de distribuição de combustível para o interior da região.
Planeamento para a procura para além de 2027
As duas estações de bombagem integram um plano de mais longo prazo destinado a preparar o corredor para o aumento da procura regional de combustíveis.
Estudos preliminares estão a avaliar a possível substituição do actual oleoduto por uma conduta de maior diâmetro, que poderá elevar a capacidade anual para cerca de 12 milhões de metros cúbicos e responder à procura projectada até 2050. De forma independente, está também a ser avaliada uma possível extensão da rota Harare–Lusaka até ao Copperbelt da Zâmbia.
Estas opções de mais longo prazo permitiriam integrar ainda mais a infraestrutura regional de combustíveis e melhorar a circulação de produtos energéticos essenciais entre os mercados costeiros e os mercados sem litoral da África Austral.
A CPMZ opera o oleoduto Beira–Feruka desde 1982. O oleoduto funciona de forma contínua, 24 horas por dia e 365 dias por ano, apoiado por uma equipa técnica composta integralmente por profissionais moçambicanos.
As suas operações recorrem a monitorização SCADA em tempo real e regem-se por rigorosas normas de segurança, ambiente e prevenção de riscos.
